quarta-feira, dezembro 02, 2015

Hoje

A única partida errada
Foi não desenhar pegadas.

A vida morde doído
Enquanto a morte descende
Diante de atos esquecíveis. 
Blindados
por vaidade e erosão 
  

Salva da represa influxo.
Musgo-albino,
água-morta.
Por um pescador-astrolábio.

Veja bem.

quarta-feira, julho 22, 2015

La chica de ayer

 


O resto da vida

Eu e a cinza sombra de nódoa vínculo.
nosso consenso reverbera diante dos altares 
sem deuses do paleolítico.

Seu não olho em meu ouvido.
A ida que eu promovo daqui
Para um novo nada. 
Para o sinistro foco de nova vida.
esquálido arco íris cor de rosa lírica.

 Abismos em cadeia de testes de ancestralidade genética
 não me dirão se te conheço de algum lugar.
 
De meus passos pegadas suas rasteiras inéditas.
Meus livros atrás de nossos ex-eternos rastros.
Nossos pestos socados lado a lado.

Meus mundos dentro desse
Convexo canalha cômodo confesso de

alianças nunca trocadas.
Sem  presente de aniversário.

Sem corpo dentro da piscina 
Com ária linda e vela e líquido de líquens e chuvas de meteoros imprecisas.
Sem

musgos de minas
E muros de arrimo.
Sem 
cólicas de colocón.
Vai saber.

nada importante
piscina, véu, escapulário, astrolábios,
 muito menos: relógios de areia.

 bem  menos catarses. Galáxias. Tempos Geológicos
. Candomblés. Ciclos de auroras boreais ou a contagem regressiva de tal geiser.

 A idade imprecisa de tal rocha.
nosso possível 
Desorizonte vertical.

Não era importante.
Eu líquido.

Enquanto esperava
Pelo menos mãos cruzadas.
olhar de hoje, dedos inúteis diante  das eternas teclas tamborilando no máximo uma batucada.

nítido o mundo dinâmico de novidade em posts.


escapismo de tentáculos suaves ...fugas escrotas de um bom olhar mudo.


respeito seu olho na tela.
Completaria ainda suas frases porque pelo menos ainda tenho:
Palavras.

  
Não 

Tenho de perambular mais pelas encostas desse abismo overdesirebabe

Desista

De entender meu tédios de de seu nunca.
 Sem chance 
de repetir esses pandemônios ...

Ja tenho quem me salve
De meus demônios coloridos

Ja tenho quem releve
Meus desvios.




segunda-feira, outubro 27, 2014

sábado, setembro 07, 2013

A FÚRIA É UM PRIVILÉGIO


"Esse priivilégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence apenas aos reis, às prostitutas e aos ladrões" ( Balzac)....voilá...


Simples enredo soube agora. Algum troço de ódio olfato lírico compêndio calado ecumênico e sorte para o próximo. Distante a vida me escorre em ritmo oxigênio. Preciso de vergonha na cara e carboidratos. Assumo meu lento e caído excesso. Repetitivo pode ser para quem não presto. Para quem não presto não me interessa nem o nome. Para quem eu não presto eu sei, é quem não me come. Enquanto isso, curiosity engatinha e fotografa minha nova ilha de excessos. Para aqueles que não toleram esse incêndio, essa enchente, essa seca, aprendam de novo um melhor alfabeto preliminar, umas consoantes menos dissonantes, umas vogais menos abertas, mais primitivas, mais carnívoras, e Prestes contábeis desaforos solenes ao céu, como eu faço, em silêncio, desde o príncipe momento agora eu não aceito remendo. Cale essa ressaca esse ódio esse inferno do seu jeito ou eu nunca mais deixo, você escutar a minha voz.

sábado, agosto 31, 2013

COM O APOIO DO CONGRESSO


Calo a terceira boca preliminar de agora. Não confirmo mais a presença. Os espiões da cia estão por todos os cantos líricos. A cidade, meus filtros, o eterno engodo. O apoio do congresso. A faixa de gaza.  A falta de gaze no Pará. O gás de lá,  onde Obama Bin Laden vai jogar seu avião em mim. O lucro certo. Os linguines putinescos. A fiscalização. Os remendos, as bolsas Hermés, os botijões de gás das milícias, os juros, as prestações, as crianças, somos nós. Ruínas e rugas. A minha vida calada. O meu perfume usado. O meu lugar.A BAHIA  E AS CASAS BAHIA. As esquinas de golã. O trabalho escravo da mob, da zara, aqui,  no Bom Retiro. 100 homens de Bangladesh escravizados na Brasília amarela de Niemeyer. O arroz podre de seu confinamento. Tudo, com o apoio do congresso.sará mago??? Donde estamos???

T S Eliot

domingo, agosto 25, 2013

O SAGRADO





“um homem que não encontrou em vida um motivo para perdê-la é um pobre homem”

( provérbio árabe)


 Minha dor de cabeça e a de João Cabral. Conversas que me irritam e tenho de sair em busca do anestésico fundamental quando lanço uma pergunta educada. Psicoses e paranóias, sabe-se apenas excesso de imaginação. A palo seco a prosa destrutiva, a falta de apetite. Sete anos sem entrar no mar, quanta penitência inútil.  Esse silêncio conciso diante das eternas medidas provisórias. Pequenos ódios, pequenas fúrias vitais, facções que nunca chegarão a uma doutrina, esse desinteresse. O gosto amargo na garganta. O eterno piano lento dos finais de filmes tristes. A mão na cintura dos indignados ou curiosos. O sorriso pueril de quem me dá o troco em centavos. A estranha geometria do cansaço desenhado numa luz seca, os braços caídos de poltronas pontiagudas. E esse silêncio.

AS COISAS SÃO ASSIM MESMO

SINESTESIA: ARTIFÍCIO DE POETAS. transfusão de sangue. troca de salivas traduzidas em estrelas cadentes. olhares que podem ser uma tourada. apertos de mão que escorrem lágrimas, perdões e ausências, o nunca mais que cheira a terra molhada e parece um barco em naufrágio lento.  os vícios que acabam, as molduras gastas, o frio, a sede, a dúvida. e outro dia que se recompõe,potente, a órbita, o sistema solar que nos diz: continua. então vamos.











Pisar este chão da minha terra, respirar dentro dos arbustos uma memória de conforto e sede, a eterna sede do cerrado, a resistência dos ipês que mancham as penugens ressecadas do quase deserto da monocultura, sem cerimônia, seco e florido. Pisar nesse oco aqui. Saber que o Roque, pai da Laninha, tem na minha vida a mesma importância de Lord Byron. 

Reconhecer esse céu daqui, em cada variação dele e minha perspectiva anti-passado. Abraçar meus irmãos solenemente, mamar na mamuska quando quero, soltar gritos, juntar trapos para fazer uma nova coisa bonita e poder desistir de tudo simplesmente porque pode ser mais fácil. Passar uma tarde pensando seriamente sobre um bom nome para um gato. Descobrir em silêncio que as pessoas não são bem assim e continuar em silêncio porque já sabemos que as coisas são assim mesmo. Reconhecer o céu, meu eterno instrumento particular de abstração e fuga, rever os andarilhos dos postos de gasolina com seus cheiros de barba, urina, porronco, pinga e esquizofrenia e sede e silêncio, ver as mãos de unhas tortas e dedos abandonados com suavidade e respeito, sorrir de cumplicidade porque é assim que muitas vezes se diz algo importante. 


Não perguntar nada que o outro não tenha orgulho de responder. Ficar sozinho num cômodo da casa e saber que ainda assim você é uma companhia para alguém que já não divide cômodos e que está aqui na mesma sinestésica confusão. Saber o detalhe das coisas  mais intrigante que essas dúvidas incômodas que vez por outra surgem de uma serpente sábia e completa, pisar esse chão daqui com reverência, juntar as mãos no genuflexório e tatuar meus totems em relevo, em multiplicação, em segredo.

terça-feira, abril 30, 2013

GENIAL


LINHAS DE CRÉDITO


PRECISO DORMIR


EXISTE UM PORTO DECENTE DIANTE DA MORTE
ESSA MESMA QUE DEUS DARÁ.
EXISTE UM PERFUME MALIGNO QUE APAGA QUALQUER SEMENTE.
ESSA MESMA, QUE DEUS NÃO DÁ.
AFOGO UM PEDIDO DIANTE DA SORTE.
NÃO FACILITO PARA ILUSTRAR EQUAÇÕES.
QUANTO RISO NÃO SEI MAIS OLHAR.
AGORA, O CENTRO DO DESUNIVERSO AMPARA,
ESSA VOZ ROUCA DE INDETERMINAR.
E ESSE SEMPRE COALHADO DE ESFERAS DE ETERNIDADE FOI ONTEM.
A NOITADA DE AGORA É OUTRA.
COMPASSIVA E SERENADA
COMO AS CARNES MAGRAS DAS NOVILHAS DAS VIDAS SECAS
REMENDO DESSE COURO GASTO.
CONFINADA AO COMPASSO HIPNÓTICO DO SILÊNCIO
TREMO DE MEDO DE PERDER
A BELEZA DAS RAÍZES GASTAS,
O PÚRPURA NATURAL DOS FINAIS DE TARDE SUAVES,
COM CHEIRO DE PAZ E APETITE.

CAVERNOSA



CAVO UM BURACO BIG-BANG NO ABISMO PARTICULAR. GRAVO MATÉRIA PERDIDA DESTEDENSOMUNDO NUM COMPUTADOR SENTIMENTAL BEM RUDIMENTAR. OUÇO RADIO FIXO FIXO FIXO SEU CÉU SEU. ANTENAS, SATÉLITES E PÁSSAROS NOTURNOS. O VENTO NAS FOLHAS E DE NOVO, EU E MEU SILÊNCIO COMPLEMENTAR.
OS FILMES PORNÔS JÁ NÃO ME CONVENCEM.
OS FILMES NORUEGUESES JÁ NÃO ME INTERESSAM.
SOU CAPAZ DE OLHAR PARA O TETO HORAS.
DE ESCUTAR O SILÊNCIO, HINO DE HUMILDADE,
MAIS QUE DA CURVA DAS HORAS. 
PASSÍVEL DE CALAR MESMO DIANTE DA POSSÍVEL FISGADA POR DENTRO, ONDE 
TUDO SIGNIFICA INTENSO E JÁ NÃO TRADUZO.
PERDI O FÔLEGO LOCOMOTIVA,  O VOCABULÁRIO POLIMORFO PARA ASSOPRAR FERIDAS E LAMBÊ-LAS COMO UMA CADELA NO CHÃO DE BARRO.
E ASSIM, COMPLICA LUPINA, QUE MAIS DE RESTO
JUSTIFICATIVA SONHO ADENTRO  INTENSO TE PODE SOBRAR.
FUI.